Quem procura orientação sobre marketing digital para advogados encontra, quase sempre, conteúdo sobre rede social: frequência de postagem, formato de vídeo curto, calendário editorial.
Medimos o que a profissão de fato procura, por canal. O resultado não bate com o que o mercado publica.
Este texto é informativo e não substitui a leitura das normas atualizadas nem a orientação da sua seccional.
O que o advogado busca, por canal
Levantamento no Brasil em 16 de agosto de 2026, pelo Planejador de Palavras-Chave do Google:
| O que o advogado digita | Buscas por mês |
|---|---|
| site para advogado | 1.900 |
| tráfego pago para advogados | 590 |
| SEO para advogado | 70 |
| Instagram para advogados | 50 |
| LinkedIn para advogados | 20 |
| YouTube para advogados | 10 |
| TikTok para advogados | 10 |
| Google Ads para advogados | sem dado |
"Site para advogado" tem 38 vezes o volume de "Instagram para advogados", e mais que todos os canais sociais somados multiplicados por vinte.
A profissão já chegou a uma conclusão. O conteúdo disponível é que ainda fala de outra coisa.
Ressalva metodológica de sempre: são estimativas do Google, agrupadas em faixas e sujeitas a sazonalidade. Servem para comparação relativa.
A segunda busca é a mais cara e a mais restrita
O segundo lugar merece atenção: tráfego pago para advogados, 590 buscas mensais, com concorrência alta.
São dois problemas juntos.
O primeiro é econômico. Tráfego pago é audiência alugada: no dia em que o investimento para, a visita para junto. Não sobra ativo. E concorrência alta no leilão significa custo por clique mais alto, num setor em que o valor do caso justifica lances agressivos de escritórios grandes.
O segundo é normativo. O Provimento nº 205/2021 admite, no Anexo, ferramentas de aquisição de palavra-chave quando responsivas a uma busca iniciada pelo potencial cliente. Isso abre espaço para anúncio de busca, mas o mesmo provimento veda expressões persuasivas e de comparação (art. 3º, IV) e promessa de resultado (art. 6º), que são justamente os recursos que fazem um anúncio pago performar em outros setores.
Ou seja: o canal em que o advogado mais investe atenção depois do site é o que menos permite usar as alavancas que o tornam eficiente.
Por que rede social aparece tanto e é procurada tão pouco
Rede social é o que rende mais conteúdo, não o que resolve mais problema. Explicar calendário de postagem é barato de produzir e serve a qualquer nicho com pequenas trocas de palavra. Explicar como um escritório é encontrado por quem tem um problema jurídico exige entender a busca e a norma.
Isso não quer dizer que rede social não sirva. Ela sustenta relacionamento e reputação com quem já conhece o escritório. O que o dado sugere é que ela não é o canal de descoberta, e tratá-la como se fosse desloca o esforço.
Vale lembrar o que medimos no texto sobre captação de clientes na advocacia: a procura do cliente é grande e local, e ela acontece no buscador.
Uma ordem defensável para começar
- Site próprio, organizado por problema do cliente. É onde está a maior busca da própria profissão, e é o único canal que continua funcionando depois que você para de pagar.
- Perfil da Empresa no Google. Responde às buscas com "perto de mim", que em algumas áreas superam a busca por cidade.
- Conteúdo informativo. É o que sustenta percepção de competência sem afirmá-la, e é o formato que a norma acomoda melhor.
- Rede social. Para relacionamento e reputação, não como porta de entrada.
- Tráfego pago. Depois dos anteriores, e sabendo que é aluguel. Nunca como primeira estrutura.
O que a norma pede em qualquer um deles
Independe do canal. O Provimento nº 205/2021 exige caráter informativo, discrição e sobriedade (art. 3º), e veda referência a honorários, forma de pagamento e descontos (art. 3º, I), tom persuasivo e comparativo (art. 3º, IV) e promessa de resultado (art. 6º).
Se restar dúvida sobre um caso concreto, a OAB mantém um comitê próprio para isso, com cartilha e canal de perguntas. Tratamos dele em marketing jurídico.
Pontos-chave
- "Site para advogado" tem 1.900 buscas mensais, o maior volume entre os canais medidos.
- É 38 vezes o volume de "Instagram para advogados".
- O segundo mais procurado é tráfego pago (590), que é audiência alugada e a mais restrita pela norma.
- As vedações do Provimento 205/2021 atingem justamente as alavancas que fazem anúncio pago performar.
- Rede social rende muito conteúdo e pouca busca: serve a relacionamento, não a descoberta.
- A ordem que o dado sustenta começa por site e Perfil da Empresa, e deixa mídia paga por último.
Por onde começar
Se o seu escritório está decidindo onde colocar o primeiro esforço, o dado da própria profissão aponta para o mesmo lugar há tempo. Vale conferir como você aparece hoje antes de investir em qualquer canal novo.
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Um aviso honesto: não fazemos gestão de tráfego pago. Trabalhamos com site e SEO local. Se a sua decisão for por mídia paga, o profissional certo é outro.
Fontes
- OAB, Provimento nº 205/2021, que dispõe sobre publicidade e informação da advocacia: https://www.oab.org.br/leisnormas/legislacao/provimentos/205-2021
- Volumes de busca: Planejador de Palavras-Chave do Google, Brasil, português, consultado em 16 de agosto de 2026.