Analisar o SEO do seu site é responder a cinco perguntas, nesta ordem: o Google indexou as suas páginas? Para quais buscas você já aparece? O site abre rápido no celular? O que a sua página diz para o Google? Os seus dados de negócio batem em todo lugar? As cinco respostas saem de ferramentas gratuitas, sem instalar nada e sem contratar ninguém.
Este guia é a versão prática dessa checagem. Não é auditoria de agência com cem itens: são os pontos que decidem a maior parte dos casos em site de pequena e média empresa. Se preferir começar pelo resultado, a nossa ferramenta gratuita de análise de SEO roda boa parte dessas checagens sozinha, em segundos, e devolve cada ponto marcado como tudo certo, atenção ou crítico. Depois você volta aqui para entender o que fazer com cada um.
Neste guia
- O Google indexou o seu site?
- Para quais buscas o seu site já aparece?
- O seu site abre rápido no celular?
- O que a sua página diz para o Google?
- Os seus dados de negócio batem em todo lugar?
1. O Google indexou o seu site?
Antes de falar em posição, confirme que o Google conhece as suas páginas. O teste leva dez segundos: vá ao Google e digite site: seguido do seu endereço, sem espaço, assim: site:seudominio.com.br. Se aparecer uma lista das suas páginas, o site está indexado. Se não aparecer nada, você achou o problema mais grave que existe, porque uma página não indexada não entra na disputa por posição nenhuma.
Para ir além do teste rápido, crie uma conta gratuita no Google Search Console, a ferramenta oficial do Google para donos de site. Dois lugares dela respondem quase tudo sobre indexação:
- Inspeção de URL: você cola o endereço de uma página específica e o Google diz se ela está indexada, quando foi rastreada pela última vez e o que impediu, se for o caso.
- Indexação de páginas: a lista de tudo que o Google conhece do seu site, separando o que foi indexado do que ficou de fora, com o motivo de cada exclusão.
Três coisas costumam derrubar a indexação em silêncio, e vale conferir as três:
- A etiqueta
noindex, uma instrução no código pedindo ao Google para não indexar a página. É útil em ambiente de teste e às vezes fica esquecida no site publicado. - O arquivo
robots.txt, que fica emseudominio.com.br/robots.txte diz ao robô por onde ele pode passar. Uma regra larga demais ali bloqueia o site inteiro. - O sitemap, geralmente em
seudominio.com.br/sitemap.xml. Ele não garante indexação, mas entrega ao Google a lista das suas páginas e evita que uma delas fique esquecida porque nenhum link aponta para ela.
2. Para quais buscas o seu site já aparece?
Estar indexado não é o mesmo que aparecer para a busca certa. Quem responde isso é o relatório de Desempenho do Search Console, que mostra quatro números por consulta e por página: cliques, impressões, CTR e posição média (Google Search Console Help). É a única fonte com dado real do Google ligando a busca que a pessoa digitou à página que apareceu para ela.
Ao abrir o relatório, olhe três coisas:
- Consultas com impressão e sem clique. Você aparece, mas não é escolhido. Costuma ser título e descrição que não conversam com o que a pessoa procurava.
- Consultas entre a posição 8 e a 20. É o material mais barato que existe: a página já tem relevância aos olhos do Google e uma melhoria média pode ser suficiente para ela subir.
- O tipo de busca que traz gente. Se quase tudo é o nome da sua empresa, você está sendo encontrado por quem já conhecia você. Quem ainda não conhece busca pelo serviço e pela cidade, e é essa busca que abre mercado novo.
Vale também separar palavra-chave de intenção de busca. Quem digita "quanto custa" quer preço, quem digita "como fazer" quer aprender, e quem digita o serviço com o nome do bairro quer contratar perto de casa. Uma página institucional genérica não responde a nenhuma das três, e é por isso que ela aparece pouco mesmo estando indexada.
Por fim, busque no Google, numa janela anônima, os termos que você gostaria de ganhar, e veja quem está acima de você. Não para copiar, e sim para entender o que aquelas páginas entregam que a sua não entrega. Esse exercício está detalhado em por que o concorrente aparece na frente no Google.
3. O seu site abre rápido no celular?
A maioria dos seus clientes chega pelo celular, no 4G, com pressa. Se a página demora a abrir nesse cenário, boa parte das pessoas desiste antes de ver qualquer coisa, e essa perda não aparece em relatório nenhum.
Rode o PageSpeed Insights, que é gratuito. Cole o endereço do seu site e escolha a aba "Celular", nunca a de desktop. Olhe os dados de usuários reais no topo do relatório, não só a nota colorida, porque a nota vem de uma simulação e os dados de campo vêm de quem de fato visitou o site. Três números resumem a experiência, e o Google considera bom quando ficam nestes limiares (web.dev):
- LCP (tempo até o conteúdo principal aparecer): até 2,5 segundos.
- INP (tempo de resposta ao toque): até 200 milissegundos.
- CLS (quanto o layout pula enquanto carrega): até 0,1.
Isso importa por dois motivos. Primeiro, porque a indexação do Google usa a versão mobile do seu site, o mobile-first indexing, então o robô que avalia a sua página a vê pelo celular. Segundo, porque velocidade é conversão: a página que abre antes é a que recebe o contato. Se o seu diagnóstico estourou nesses números, vale ler por que o seu site pode receber visitas e não gerar contatos, onde a gente destrincha essa perda e a ordem de correção.
4. O que a sua página diz para o Google?
Aqui mora o SEO de dentro da página, o on-page. São ajustes simples que muita gente pula e que dizem ao Google do que a página trata. Abra a página principal do seu site e confira seis itens.
O que você vê sem abrir o código:
- Título da página (title): único em cada página, descritivo, com a palavra que o cliente busca. É o texto que vira o link azul no resultado.
- Descrição (meta description): o resumo abaixo do título no resultado. Não muda o ranqueamento diretamente, mas decide se a pessoa clica em você ou no concorrente.
- Um único H1: um, e só um, título principal por página, com o assunto central. Vários H1 embaralham a leitura da página.
- Texto alternativo nas imagens (alt): toda imagem importante precisa de descrição em texto. Ajuda o Google a entender a foto e melhora a acessibilidade.
O que está no código, e vale conferir mesmo sem ser programador:
- A tag canonical: diz qual é o endereço oficial de um conteúdo. Sem ela, a mesma página acessível por dois endereços vira duas páginas concorrendo entre si.
- Os links internos: as páginas do seu site linkando umas para as outras. É assim que o Google descobre o que é importante ali dentro. Página que nenhuma outra menciona tende a ser tratada como secundária.
Nada disso exige programador para diagnosticar. Exige olhar a página com atenção e comparar com o que o cliente realmente digita.
5. Os seus dados de negócio batem em todo lugar?
Para negócio local, o Perfil da Empresa no Google (o antigo Google Meu Negócio) costuma pesar mais que o próprio site nas buscas do mapa, e o que decide é a coerência entre os dois. O próprio Google explica que a posição nas buscas locais depende de relevância, distância e destaque, e que perfis completos e bem avaliados aparecem mais (Google Business Profile Help).
Comece pelo perfil. Busque o nome da sua empresa no Google e olhe o quadro à direita: a categoria está certa? Endereço, telefone e horário estão atualizados? Há fotos reais e recentes? Quantas avaliações você tem, com que nota, e respondeu a elas? Avaliação não convence só gente. Segundo a pesquisa de consumidores locais da BrightLocal de 2025, apenas 4% das pessoas dizem nunca ler avaliações de negócios, e o Google segue como a plataforma mais usada para lê-las (BrightLocal). O passo a passo completo do perfil está em como aparecer no Google Meu Negócio.
Depois confira se o site conta a mesma história: telefone visível em texto (não dentro de uma imagem), link de WhatsApp funcionando, endereço completo no rodapé ou na página de contato e link para o seu Perfil da Empresa. Nome, endereço e telefone precisam estar idênticos no site, no Google e nas redes. Informação divergente confunde o algoritmo e derruba a confiança nos seus dados.
Nos bastidores existe ainda a marcação de dados estruturados (schema), um trecho de código que descreve o seu negócio de forma que os robôs entendem sem adivinhar. Você não vê na tela, mas ela ajuda a aparecer com destaque e é parte do que sustenta a sua presença nas buscas com inteligência artificial, assunto que a gente aprofunda em SEO local na era da IA.
O atalho: rodar boa parte das checagens de uma vez
Fazer item por item dá trabalho e mistura quatro ferramentas diferentes. Foi por isso que a gente montou uma análise de SEO gratuita: você digita o endereço do site, sem cadastro, e em segundos recebe um diagnóstico automático da indexação, da velocidade no celular, do on-page, dos dados estruturados e dos sinais de negócio local, com cada ponto marcado como tudo certo, atenção ou crítico.
Vale a honestidade sobre o que ela faz e o que não faz. A ferramenta lê o seu site de fora, como o robô do Google leria, então ela não substitui o Search Console no passo 2: as buscas que já trazem gente até você só aparecem na sua própria conta. Ela também não analisa backlinks nem mostra volume de busca de palavras-chave, que é o território de ferramentas pagas como Semrush e Ahrefs, voltadas a quem trabalha SEO em tempo integral. O foco dela é o que decide a maior parte dos sites de PME: saúde on-page, sinais locais e velocidade. Ao final, se quiser, você pode pedir um plano de correção no seu e-mail, separando o que dá para resolver sozinho do que pede a mão de quem faz.
O que você resolve sozinho e o que vale delegar
Depois do diagnóstico, a decisão fica clara. Alguns pontos são de faxina e você mesmo resolve numa tarde:
- Completar e verificar o Perfil da Empresa no Google.
- Pedir avaliações a bons clientes e responder a todas.
- Deixar o telefone visível e o link de WhatsApp funcionando.
- Escrever títulos e descrições melhores nas páginas principais.
- Padronizar nome, endereço e telefone em todos os canais.
Outros são estruturais e costumam render mais quando ficam com quem faz: derrubar o tempo de carregamento no celular, implementar dados estruturados, resolver falhas de indexação e organizar a arquitetura do site em torno das buscas certas. É esse tipo de estrutura que a gente monta na criação de sites aqui no Rio de Janeiro: site rápido, com SEO local e dados estruturados desde a construção, não remendado depois.
Resumo: as cinco checagens
| Checagem | Onde fazer | Bom sinal |
|---|---|---|
| Indexação | Busca site: e Search Console | As páginas importantes aparecem, sem exclusão inesperada |
| Buscas que você recebe | Search Console, relatório de Desempenho | Consultas de serviço e de cidade, não só o nome da empresa |
| Velocidade no celular | PageSpeed Insights, aba "Celular" | LCP até 2,5s, INP até 200ms e CLS até 0,1 |
| O que a página diz | A página aberta e o código dela | Título único, uma descrição, um só H1, alt nas imagens |
| Dados do negócio | Perfil da Empresa e o site | Nome, endereço e telefone idênticos nos dois |
Perguntas frequentes
Como saber se o meu site aparece no Google?
Busque no Google por site: seguido do endereço do seu site, sem espaço, por exemplo site:seudominio.com.br. Se aparecer uma lista das suas páginas, o site está indexado. Para saber em quais buscas ele aparece e em que posição, use o relatório de Desempenho do Google Search Console, que é gratuito e mostra cliques, impressões, CTR e posição média por consulta.
Existe ferramenta gratuita para analisar o SEO do meu site?
Sim. As ferramentas oficiais do próprio Google cobrem o essencial: Search Console para indexação e buscas, PageSpeed Insights para velocidade e o Perfil da Empresa para presença local. A Mowebstudio também mantém uma ferramenta gratuita de análise de SEO que junta boa parte dessas checagens num relatório só, sem cadastro.
Como saber se o SEO do meu site está bom?
SEO bom não é uma nota, é um conjunto de sinais. Na prática, o seu site está em boa forma quando as páginas importantes estão indexadas, quando o Search Console mostra impressões para buscas de serviço (e não apenas para o nome da empresa), quando o carregamento no celular fica dentro dos limiares do Google e quando os seus dados de negócio são idênticos no site e no Perfil da Empresa. Faltando um desses, você já sabe por onde começar.
Preciso de ferramenta paga para analisar o SEO do meu site?
Para o básico que decide a maioria dos sites de pequena e média empresa, não. As ferramentas gratuitas do Google cobrem indexação, buscas, velocidade e presença local. Ferramentas pagas como Semrush e Ahrefs entram quando você precisa de análise de backlinks e pesquisa de volume de palavras-chave, um trabalho mais avançado e contínuo.
Analisar o SEO é a mesma coisa que refazer o site?
Não. Analisar é diagnóstico: você descobre o que está bom e o que está ruim. Boa parte dos ajustes (Perfil da Empresa, títulos, descrições, avaliações) você faz sem refazer nada. Refazer só se justifica quando a estrutura impede a correção, por exemplo quando o site é lento por construção e não dá para otimizar por cima.
Com que frequência devo analisar o SEO do meu site?
Uma revisão a cada três ou quatro meses cobre bem a maioria dos negócios locais, além de sempre que você mudar algo relevante no site ou notar queda nos contatos. Indexação e velocidade valem uma olhada mais frequente, porque uma falha nelas derruba todo o resto.
Analisar o SEO do próprio site não é bicho de sete cabeças. É olhar cinco coisas na ordem certa e ser honesto com o resultado. Quem faz esse diagnóstico para de investir no escuro e passa a corrigir o que realmente segura o contato do cliente.
Se quiser o caminho curto, rode a análise gratuita e veja como o seu site aparece hoje, sem cadastro. E se preferir que a gente olhe junto, manda o endereço no nosso WhatsApp que devolvemos o que está pesando e o que corrigir primeiro, sem compromisso.
Fontes
- Google Search Console Help — relatório de Desempenho
- Google Business Profile Help — "Tips to improve your local ranking on Google"
- BrightLocal — Local Consumer Review Survey
- web.dev — limiares oficiais dos Core Web Vitals
- Google Search Central — mobile-first indexing