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28 de outubro de 2026

Site para médico: o que precisa ter e o que o CFM permite

Colagem de papel rasgado com um estetoscópio de papel kraft enrolado em volta de uma janela de navegador recortada em papel off-white, sobre um círculo amarelo dourado e fundo marrom kraft, ilustrando o que um site para médico precisa ter

Um site para médico precisa responder, em poucos segundos, às perguntas que o paciente faz antes de marcar: quem é o profissional, qual a especialidade, onde atende, se aceita o convênio e como agendar. E precisa fazer isso dentro das regras de publicidade do Conselho Federal de Medicina, que desde 2024 seguem a Resolução CFM nº 2.336/2023.

Este texto junta as duas partes: o que o site precisa ter para o paciente confiar e o que a resolução exige, permite e proíbe na internet. É conteúdo informativo e não substitui a leitura da norma nem a orientação do seu CRM.

O que um site para médico precisa ter

Um site para médico precisa ter identificação completa, uma página para cada especialidade ou procedimento que você quer divulgar, informações práticas do atendimento e um caminho curto até o agendamento. O resto (blog, galeria, vídeos) vem depois, se fizer sentido.

ItemPor que importa
Nome, CRM, a palavra "médico" e especialidade com RQEÉ obrigatório pela resolução e é o primeiro sinal de confiança para o paciente
Uma página por especialidade ou procedimento principalResponde à busca específica ("dermatologista", "check-up cardiológico") em vez de uma lista genérica
Endereço, horários e convênios aceitosSão as dúvidas que mais geram ligação só para perguntar
Botão de WhatsApp e formulário de pedido de consultaO paciente decide no celular, muitas vezes fora do horário do consultório
Formação e trajetória em texto sóbrioAjuda na comparação sem cair em autopromoção
Site rápido no celularQuem pesquisa com pressa fecha a página que demora

Uma página por especialidade não é detalhe de layout. O Google monta a página de resultados conforme a busca, e quem procura "dermatologista para acne" quer uma resposta sobre isso, não uma lista com dez especialidades numa linha. Explicamos esse comportamento em por que a empresa aparece numa busca e some em outra.

O que a Resolução CFM 2.336/2023 exige no site

A resolução trata o site como peça de publicidade médica. Por isso, as informações de identificação precisam estar na página principal, e não escondidas numa página interna.

O artigo 4º lista o que é obrigatório:

  • nome e número de registro no CRM onde o médico exerce, acompanhados da palavra MÉDICO;
  • especialidade e/ou área de atuação, quando registrada no CRM, seguida do número de RQE (Registro de Qualificação de Especialista).

O artigo 6º diz que, em redes sociais, blogs e sites, essas informações devem estar na página principal do perfil ou equivalente. No site, isso costuma significar cabeçalho ou rodapé visível em todas as páginas.

Para clínicas e outros estabelecimentos, o artigo 5º acrescenta o nome do estabelecimento com o número de registro no CRM e o nome do diretor técnico médico, com CRM e, quando exigível, especialidade com RQE.

O que o CFM permite divulgar no site

A resolução de 2023 ampliou o que o médico pode mostrar. O artigo 9º permite, entre outros pontos:

  1. informar a forma de marcação de consulta, os horários e o funcionamento do consultório;
  2. descrever o local (estacionamento, acessibilidade, localização) e o que é atendido, incluindo planos e seguros de saúde;
  3. informar valores de consultas e formas de pagamento;
  4. anunciar os equipamentos do consultório, dentro do que foi aprovado para uso médico.

Imagens de pacientes, inclusive antes e depois, passaram a ser permitidas com finalidade educativa e com regras. O artigo 14 exige texto educativo com indicações, fatores que influenciam o resultado e complicações descritas na literatura, além de mostrar evoluções satisfatórias e insatisfatórias, não editar nem melhorar as imagens, ter a autorização do paciente e preservar o anonimato dele. Na prática, é um conteúdo que dá trabalho fazer direito. Se não houver tempo para isso, é mais seguro deixar de fora.

O que fica proibido

O artigo 11 lista o que é vedado. Os pontos que mais esbarram em site:

  • Garantir, prometer ou insinuar bons resultados do tratamento. Frases como "resultado garantido" ou "volte a viver sem dor" ficam de fora.
  • Sensacionalismo e autopromoção, incluindo representações visuais que induzam à percepção de garantia de resultado.
  • Divulgar, sem ser especialista, que trata órgãos, sistemas ou doenças específicas. Um clínico geral não pode ter uma página "tratamento de doenças do coração" que sugira especialidade que não tem registrada.

Esse último ponto define a estrutura do site. As páginas por especialidade só podem existir para especialidades e áreas de atuação com RQE. Quem tem pós-graduação sem título de especialista precisa seguir a regra própria da resolução para divulgá-la.

Erros comuns em sites de consultório

Os problemas que mais aparecem não são de design. São de informação faltando ou espalhada.

  1. CRM e RQE só no rodapé de uma página interna, ou ausentes. Além de descumprir a resolução, deixa o paciente sem o dado que ele procura para conferir o profissional.
  2. Todas as especialidades numa linha só. O site não responde a nenhuma busca específica.
  3. Convênios e endereço diferentes do Perfil da Empresa no Google. O paciente desconfia, e o Google também.
  4. Texto de vendas. "O melhor tratamento da cidade" esbarra na vedação de autopromoção e soa pouco confiável para quem pesquisa saúde.
  5. Depender só de diretório de agendamento. O diretório ajuda a marcar, mas mostra você ao lado de colegas da mesma especialidade. Detalhamos esse caminho em onde o paciente procura consultório antes de marcar.

Site para médico ou só Instagram e diretório?

O Instagram e os diretórios de agendamento são canais úteis, mas não substituem o site. O perfil não responde bem a quem pesquisa a especialidade no Google, e o diretório coloca o seu nome numa lista de concorrentes.

O site é o único desses canais que é seu: você decide o que aparece, em que ordem e com que informação. E ele conversa com o Perfil da Empresa no Google, que é de onde saem o mapa, a nota e o horário que o paciente vê na busca local. Os dois funcionam melhor juntos, com os mesmos dados.

Resumo: checklist do site para médico

  1. Coloque nome, CRM, a palavra "médico" e especialidade com RQE em lugar visível em todas as páginas.
  2. Crie uma página para cada especialidade ou procedimento principal, só onde houver RQE.
  3. Informe endereço, horários, convênios e forma de agendamento.
  4. Deixe WhatsApp e formulário de pedido de consulta visíveis no celular.
  5. Revise os textos atrás de promessa de resultado e de autopromoção.
  6. Confira se site e Perfil da Empresa no Google mostram os mesmos dados.
  7. Antes de publicar imagens de pacientes, leia as exigências do artigo 14 com atenção.

Montamos sites para médicos e profissionais da saúde com essa estrutura: identificação completa, uma página por especialidade e o pedido de consulta à mão, com as normas do conselho como referência e a validação final do conteúdo sempre com você. Se quiser saber como o seu site aparece hoje, a análise gratuita de SEO mostra os pontos a corrigir.

Fontes

  1. Conselho Federal de Medicina, Resolução CFM nº 2.336/2023, que dispõe sobre publicidade e propaganda médicas (cópia publicada pelo CRM-ES)

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